Tecnologia

SUBURBIO SIM, PORQUE NÃO?

A Arquitetura e o Urbanismo são realmente duas profissões maravilhosas, acredito que por conta do seu impacto direto na vida das pessoas. É difícil se falar com os amigos sobre Microbiologia ou Matemática pois são assuntos que não são de conhecimento geral, e seus impactos não são facilmente observados no dia-a-dia. No entanto, todos tem uma opinião sobre a cidade ou casa que querem habitar e sugestões específicas sobre como torná-los melhores. Como todos os assuntos que caem na boca do povo, as Arquiteturas (edilícias, urbanas ou planejadas) estão sujeitas aos discursos comuns que variam de época em época e que são criados baseados às vezes em forças ou suposições nem sempre claras.

Sendo mais específica, no estudo da história do desenvolvimento das Arquiteturas, é claro que há um movimento cíclico de como as cidades se desenvolvem assim como as suas construções. Os campos agrícolas, as cidades industriais, os subúrbios americanos, as grandes cidades cosmopolitas, os subúrbios de condomínios fechados… Esses designs são apenas variações de mesmo tipo de cidade: o campo versus o urbano. O que se percebe na História, é que em certas épocas certos discursos são abordados em pleno favor a um modelo de cidade havendo um total repúdio pelo sistema que estava previamente implantado.

Atualmente na era da sustentabilidade o discurso defendido por diversos moradores ou atuantes no desenvolvimento urbano é que “Densificar e Verticalizar” são o caminho certo para cidades mais sustentáveis, inclusivas e culturalmente ricas. Essa proposta vem como uma oposição ao modelo de cidade espalhada, o chamado Sprawl, que é evidente em muitas cidades americanas, e condenado como infértil e … entediante. Le Corbusier já defendia a densidade no seu Plan Voisin, e agora vemos a materialização de suas idéias em centros urbanos atrativos de capital (monetário, social e intelectual) como Nova Iorque, Hong Kong, Londres e até mesmo São Paulo. Richard Florida, o intitulado pai da Economia Criativa, perpetua as idéias de que várias pessoas em um cenário urbano são o agente catalizador deste capital.

No entanto, antes de pregarmos o novo dogma da “Big Apple para todas as cidades”deveríamos considerar também como as condições atuais que nos exigem densidade podem mudar, e nos encontrarmos novamente defendendo uma volta “ao campo”. Não é desconhecido que o custo de vida nas cidades previamente mencionadas, principalmente o da moradia, são os mais altos do mundo, sendo acompanhados de um processo de gentrificação e desigualdade social. Diante da dificuldade em permanecer nos centros urbanos, porque o subúrbio segue condenado?

Aqui entra a minha defesa pessoal ao futuro subúrbio: a tecnologia. Ninguém podia prever o quanto a web e as redes sociais iriam afetar nossas tarefas básicas do quotidiado, e ainda não podemos dizer que o cenário está concluído. Não só estamos vivendo o crescimento das tecnologias da informação, como ainda não vivenciamos até que ponto esses sistemas beneficiarão o crescimento urbano. Um exemplo claro disso é o transporte [automobilístico] sustentável. A demonização completa do automóvel não é realista. Devemos lembrar que a tecnologia se infiltra em um ritmo diferente em várias realidades e que outros tipos de automóvel irão surgir. O transporte compartilhado (Uber, por ex) pode ser uma alternativa a posse individual de um carro, e os self-driving cars podem ir mais além e reduzir o tráfico consideravelmente. Recentemente ao visitar a California esses pensamentos vieram com força: a parte mais ao sul do estado é caracterizada por enormes vias urbanas em grandes centros com pelo menos 4 faixas (em cada direção), todas para carros. O trânsito apenas cresce e o desenvolvimento espalhado também. Em contraste, no norte, onde Tesla e Google se alastram, já é bem comum ver carros autônomos nas auto-estradas. Imaginemos então, como poderemos utilizar as faixas que cortam as cidades suburbanas quando carros autônomos (ou outras formas de transporte) precisarem de metade do espaço para transitar?

Aos arquitetos e urbanistas pensemos. Pensemos no novo modelo de cidade que virá, porque seria ingenuo acharmos que Nova Iorque será amada para sempre. Pensemos no nosso Technoburbio e como ele poderá se manifestar, ou até mesmo em outra cidade. Cabe a nós experimentarmos sobre um novo Broadacre City.

 

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QuantumGIS

Sempre fui usuária do ArcGIS, software da ESRI de georreferenciamento muito útil na visualização de dados e elaboração de mapas para urbanismo. Não vou entrar nas vantagens que é saber manipular esse tipo de dado para um arquiteto, mas sim da vantagem do aparecimento do QuantumGIS, ou QGIS.

Sou usuária de um Mac Book e também tento há algum tempo eliminar programas pagos da minha pasta de utilitários. Se a vantagem de softwares de georreferenciamento é a visualização, compreensão e democratização do conhecimento, porque perpetuar a criação de mapas em um software privado?

pensemos nisso!

além de tudo o QGIS é bonito.

sugiro esse tutorial simples de como fazer a instalação:

Como Instalar o QGIS

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I have always been a user of ArcGIS, a software from ESRI that uses georreferencing and is very useful in helping the architect and urban designer visualize data and create maps in an urban scale. I am not going to go on about the advantages of knowing how to manipulate the software, but of the option of QuantumGIS, or QGIS.

I am a user of a Mac Book, not compatible with ESRI, and have also been for some time trying to eliminate paid softwares from my utilities folder. If the advantage of the GIS technology is the visualization, understanding and democratization of knowledge, than why foster the creation of maps in a private and closed software?

Let’s think about that!

Besides, QGIS is much better looking and the maps have a design taste to it. 

I suggest this simple tutorial to help with the installation process:

How to Install QGIS